Primeira parada: MILÃO! - Um Olhar Novo
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Primeira parada: MILÃO!

Nossa primeira parada: Milão!
Falei aqui no blog do planejamento para a viagem na Itália, e que o primeiro destino seria Milão, e voltaríamos para o Brasil por Roma.
 
Ainda no Brasil, e com antecedência, fiz a reserva para visitar a SANTA CEIA, de Leonardo da Vinci… sim, este era nosso principal motivo para estar em Milão. Fiz a reserva através do site do Milan Museum.
 
Li no blog Viaje na Viagem, do Ricardo Freire, que ele conseguiu através de telefone, pois à época, os ingressos já estavam esgotados – são vendidos com 3 (três) meses de antecedência (00 39 02 92800360).
 
Bom, decidi que um dia e meio seria o suficiente para conhecer os pontos mais interessantes para nós. O primeiro contato com a cidade foi a Catedral de Milão (Duomo), de arquitetura gótica, deixa todos embasbacados.
 
 
Na praça em frente (Praça Duomo) ficam várias pessoas insistindo (muito) para que você alimente os pombos… em resumo: não conseguia explicar (vários pombos por cima da cabeça) e quis logo sair dali, pois pombos não me agradam, e ficar rodeada por eles menos ainda.
 

Logo ao lado da catedral, a Capital da Moda se encontra na Galleria Vittorio Emanuele, famosa por suas inúmeras lojas de grife – italianas ou não (todas estão lá: Chanel, Gucci, Prada, Louis Vuitton e outras). A galeria é lindíssima, e vale a pena pagar um café mais caro (achei tudo caro em Milão) para se sentar às mesas externas dos restaurantes que nela se localizam. É um bom momento para um descanso, vendo turistas e locais passando de um lado a outro.

 

Ainda na galeria, há uma figura no chão de um touro – Touro de Turim, e de acordo com a lenda, se você girar com o calcanhar nos testículos do animal, por três vezes, terá muita sorte… não custa tentar!
 
Passando para o outro lado, nos deparamos com uma pequena praça e, no centro desta, uma escultura de Leonardo da Vinci – o artista viveu por alguns anos em Milão, contratado pela família Sforza. Em frente à praça você verá o Teatro Alla Scala – mundialmente famoso por suas óperas.
 
 
De lá seguimos para ver a Santa Ceia, pois já tínhamos o horário agendado (lembrem-se: esse era o motivo para estar em Milão!). Ansiedade infinita… Próximo ao local, há apenas pequenas placas (foto abaixo) que indicam o caminho certo. No entorno da Igreja Santa Maria Delle Grazie, conseguimos almoçar em um pequeno bar/restaurante (não foi nada demais, era minúsculo, e cheio de adolescentes), e me pareceu não ser muito explorada, para fins turísticos, a área.
Chegamos antes do horário, e perguntamos se poderíamos adiantar a visita… NÃO! Você pode visitar no horário que agendou – nem um minuto a mais, nem um a menos, e se chegar depois, perde a visitação. Só fui entender melhor quando chegou nossa vez: apenas 20 (vinte pessoas) entram no recinto a cada visita, que dura 15 (quinze) minutos. É proibido fotografar (e eu respeito), pois a pintura (afresco) foi feita diretamente na parede, com gesso, de modo que é muito sensível. 
 
Não me decepcionei!  A pintura é enorme, muito mais do que pensei… e me lembrava de cada detalhe contado no “Código da Vinci” (!). No tempo regulamentado conseguimos visualizar bem o afresco (somos leigos!), nos questionar e entender melhor o gênio “Da Vinci”. Sonho realizado!
 
Ainda era de tarde, e saímos em direção ao Castello Sforzesco – pertencente à família de Ludovico Sforza, que contratou Leonardo da Vinci. A verdade contada mostra uma relação difícil entre Sforza e Da Vinci, mas foi nesse período que o artista produziu muitas armas de guerra, e a já citada Santa Ceia, dentre outras obras.
 
 
A história da escultura do Cavalo de Sforza é contada em duas versões. Em uma a obra nunca foi concluída, em outra, foi derretida para que o bronze fosse utilizado na confecção de armamento. Em Milão há uma réplica no San Siro Racecourse, e em Vinci, cidade natal de Leonardo, uma outra foi colocada na principal praça da cidade.
 
 
Outro ponto que nos interessava era o campo de futebol do Milan e do Internazionale: San Siro, ou estádio Giuseppe Meazza. O estádio possui um museu e uma loja (padrão europeu!), e por anos pertenceu apenas ao Milan. Infelizmente, o cansaço nos impediu de ir; acho que a própria dificuldade de locomoção que encontramos na cidade, e os altos preços, nos fizeram ir embora antes do planejado…
 
OBS: Escolhi um hotel que achei (pelo mapa do hotel) um pouco distante do centro da cidade, mas que era muito mais barato. Ao chegarmos lá entendi a diferença do preço: o hotel é muito longe! Sem metrô, com ônibus em horários precários, só restando o táxi (fortuna!). O que eu via em volta do hotel e achava ser um parque na cidade, era, a bem da verdade, área rural!… Excelente no conforto, mas não para o que precisávamos… escolha que saiu cara.
 
Tem dica de Milão?!?! Deixe nos comentários para outro viajante (e para mim também!)!
 
Boa viagem!!! 

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