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Convento de Cristo e Castelo de Tomar – Mais um bate-volta de Lisboa!

 


Portugal é apaixonante, e para concordar comigo, bastam 24h (vinte e quatro horas) pela Terrinha!

 
Além de Lisboa, cidade maravilhosa e rica em história, outras pequenas cidades muito próximas podem deixar sua visita à Portugal ainda mais especial.
 
A dica é para mais um bate-volta a partir de Lisboa, e fica distante aproximadamente 100km (cem quilômetros da Capital): TOMAR.
 

A pequena cidade abriga, em conjunto o Convento de Cristo e o Castelo Templário (Tomar), berço dos Cavaleiros Templários em Portugal.

 

Segundo a história, ao tempo das Cruzadas, foi iniciada,  por parte da Igreja Católica, a ordem dos Cavaleiros Templários, como forma de apoio aos conflitos na Terra Santa. Com o passar do tempo, contrariamente ao título de heróis, os Templários foram vistos como um grande “problema”, e na França, condenados à morte.
 
Já em Portugal, o D. Dinis, começa tratativas junto à Santa Sé para criar uma nova ordem religiosa, alegando e almejando combater os ataques dos Mouros que seguia do sul do atual país até o Rio Tejo. Assim, recebeu os Cavaleiros Templários, e para não favorecer a perseguição existente, criou uma nova ordem: a Ordem de Cristo – “convertendo-os” a esta, incorporando os Cavaleiros, bens e privilégios da extinta Ordem.
 
Assim, os Templários, percursores da Ordem de Cristo, tiveram papel fundamental no fortalecimento do reinado português.
 

Feitas estas parcas considerações históricas, o Convento de Cristo, por si só, já é belíssimo, mas imaginar tudo que se passou ali deixa a visita mais rica e especial.

 

Por dentro do Convento é possível visualizar azulejos portugueses, mas a parte mais bonita, para mim, é a Igreja Manuelina. Estas Igrejas antigas são ricas em simbolismos, demonstrações de poder e riqueza. Embora não esteja tão bem conservada, por questões estruturais que se seguiram desde a construção, é possível ver várias pinturas (afrescos) e uma estrutura diferente das demais Igrejas.

 

Especialmente a imagem da foto acima mostra o primitivo templo romântico dos Templários, que foi convertido por D. Manuel na cabeceira da Igreja, passando a funcionar como capela-mor.

Pelo lado de fora, há demonstração fortíssima de D. Manuel, rei de Portugal à época, e as esculturas demonstram que o Rei se via acima dos homens e abaixo de Deus – como os monarcas dos séculos anteriores em geral. 
 

Olhando para a foto vê-se que a “Janela Manuelina” estava entre Homens e Anjos, Homens que fincavam os pés na terra, e com árvores cheias de raízes, e por outro lado, Anjos que flutuavam e árvores sem raízes… passando por todo o espaço, correntes que ligavam os “mundos”. A arte é atribuída a Diogo de Arruda, tendo sido executada entre 1510-1513.

 

Acho esta representatividade sensacional, ainda mais se pensarmos ao tempo em que foi feita!
 
Saindo um pouco desta parte, mas sem perder a história, chegamos à parte do Convento em si. A ala conventual também é rica em símbolos.
 
A ala é foi construída para permitir uma circulação de ar de modo a refrescar nos dias de verão e ser mais aquecida nos dias de inverno. Haviam caldeiras que permitiam a circulação de ar quente para os quartos, embora os religiosos não pudessem se encontrar fora das atividades determinadas.
 
As 40 (quarenta) celas foram distribuídas ao longo do corredor do cruzeiro, formado por três braços orientados pelos pontos cardeais. Da confluência, resulta o cruzeiro, centro geométrico para o qual se abre a Capela do Cruzeiro. Esta foi direcionada para Jerusalém, como forma de orientação para as práticas de oração.

 

 

Tudo isso se deu em razão da necessidade de retorno dos religiosos – que constituíram família – após a morte de D. Manuel. A Ordem de Cristo nasceu com D. Dinis, mas foi no reinado de D. Manuel que se expandiu, e para tanto, foi dispensado o voto de castidade, permitindo que os membros constituíssem famílias.

Ocorre que, tempos depois, o sucessor de D. Manuel, seu filho D. João III constringe os freis, determinando seu retorno ao Convento, devendo estes abandonar suas famílias. Por isso as celas do Convento não permitem comunicação, pois viviam em clausura.

A Ordem de Cristo foi extinta, sendo mantida como Ordem Honorífica por D. Maria II, sendo seu Grão-Mestre o Presidente da República de Portugal.

O Castelo e o Convento foram inscritos em 1983 como Patrimônio Mundial da UNESCO, sendo Patrimônio da Humanidade. 
 

Este blog é de turismo ou de história?! Hahaha Impossível dissociar as duas coisas em um país tão rico, como Portugal.

 

Gostou? Deixe seu comentário!
 
Já conhece? O que achou do passeio?
 
Ótima Viagem!!

Serviço: Site: www.conventocristo.pt

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8 Comentários

  • Responder
    Patricia Oliveira
    16/01/2018 em 20:12

    Estou me programando para ir, amei o post.

  • Responder
    Um Olhar Novo
    16/01/2018 em 20:13

    Obrigada! Espero que possa ir logo! É muito lindo! E compartilha com a gente nas redes sociais 🙂

  • Responder
    mundomaisjusto
    06/02/2018 em 18:01

    Nega, tu estás de parabéns!!!! Adorei!!!! 💋💋💋💋💋💋💋

  • Responder
    Ana Carolina Santos
    06/02/2018 em 18:03

    Que ótimo que gostou!! Fico muito feliz! 🙂

  • Responder
    Claudia Bins
    21/02/2018 em 06:41

    Amei o post, adoro história e conhecer assim, in loco, é sensacional! 😉

    Beijo,

    Clau

  • Responder
    Ana Carolina Santos
    21/02/2018 em 15:46

    Foi um passeio ótimo! 🙂 Adorei muito!

  • Responder
    Cascais - o que fazer visitar em um dia! - Um Olhar Novo
    28/09/2018 em 15:12

    […] Convento de Cristo e Castelo de Tomar   Cabo da Roca: o ponto mais ocidental da Europa Óbidos – um regresso à Idade Média […]

  • Responder
    918 kiss
    30/09/2018 em 03:52

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